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Tartarugas Marinhas
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Independência e segurança: sobrevivência a longo prazo

De modo empírico e amador, o programa de autossustentação do Tamar praticamente nasceu junto com o Projeto. Nos primeiros anos, a partir de 1981, os próprios pesquisadores criavam e produziam algumas camisetas, tendo a tartaruga marinha como tema, para  distribuir de brinde, no final do ano, entre as pessoas que os ajudavam. Até que, em 1985, em pleno fevereiro, no pico do verão e da temporada de desova, faltou dinheiro para dar seguimento ao trabalho de campo.

A solução estava no armário: uma caixa com cerca de 100 camisetas que havia sobrado após a distribuição de fim de ano. Como as peças faziam sucesso e eram muito disputadas, os oceanógrafos tiveram a ideia de usar aquelas sobras. Colocaram as camisetas à venda, expostas em um varal improvisado em volta do único tanque de observação das tartarugas, na base da Praia do Forte/BA, que já recebia visitantes. O estoque se esgotou em apenas três dias. O dinheiro arrecadado garantiu a continuidade do trabalho na base de pesquisa, até o final daquela temporada. 
 

Totalmente estruturado e em pleno desenvolvimento, o programa de autossustentação é executado pela Fundação Pró-Tamar. Envolve o ecoturismo, uma rede com Centros de Visitantes e lojas onde se comercializam serviços e produtos, o patrocínio oficial da Petrobras e as parcerias firmadas através de contratos e convênios com a iniciativa privada e instituições governamentais.

Todos os recursos arrecadados são integralmente aplicados no trabalho de conservação das tartarugas marinhas, através de atividades que mantêm programas de inserção social e geram emprego para mais de 1.300 pessoas das comunidades envolvidas. Aí se incluem os tartarugueiros (pescadores e moradores das comunidades), pesquisadores, técnicos e estagiários que são contratados para monitorar as praias e proteger ninhos, fêmeas e filhotes.

Benefícios sócio-econômicos para as comunidades