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Sistema de Informações sobre Tartarugas Marinhas – SITAMAR

20/03/2023 - Aprimoramento da gestão de informações em um programa de pesquisa ecológica de longa duração (PELD) ↓

Para o desenvolvimento das atividades de pesquisa e conservação, a Fundação Projeto Tamar conta com um grande aliado: o SITAMAR.

O Sistema de Informações sobre Tartarugas Marinhas – SITAMAR, foi desenvolvido pela Fundação para armazenamento dos dados de ocorrências de tartarugas coletados nas suas áreas de atuação, em 1.100km de praia distribuídas, atualmente, em oito estados.

Esta coleta de dados começou em 1982, quando foi marcada a primeira tartaruga verde no Atol das Rocas, antes mesmo da criação da Reserva Biológica. Neste mesmo local, uma expedição de estudantes de Oceanografia da FURG, em 1977, daria início a criação do Projeto Tamar.

Em 1984, já com suas primeiras bases implantadas e em operação, o Tamar teve a colaboração voluntária de um morador do Condomínio Interlagos, na Bahia, que criou o banco de dados que seria o embrião do sistema robusto, que hoje armazena uma das séries mais longevas de informações sobre tartarugas marinhas do mundo.

“Tio Tonton” como era conhecido, criou o banco de dados em DBASE, que foi um dos primeiros sistemas gerenciadores de dados para microcomputadores (que na época não eram tão “micro” assim. A compilação de dados acontecia apenas ao final das temporadas reprodutivas, com o envio pelo correio de cópias em “disquetes”, dos bancos de dados regionais.

No final dos anos 1980, a qualidade dos dados armazenados foi aprimorada com a colaboração voluntária do Dr. Paulo Barata, matemático, pesquisador da Fiocruz, que desde então colaborou com diversas publicações de artigos científicos importantes sobre as tartarugas.

Na década de 90, a tecnologia deu um salto evolutivo: computadores ficaram cada vez menores, mais ágeis, com mais recursos e mais acessíveis.  A comunicação e a conectividade entre as máquinas se tornou realidade, acelerando o processo de globalização.

O aumento na quantidade e principalmente da diversidade de informações coletadas (registros reprodutivos, capturas incidentais em pescarias costeiras e oceânicas, capturas científicas e encalhes), trouxe a necessidade de aprimoramento e agilidade no armazenamento, na integração e na disponibilização das informações de diferentes linhas de pesquisa, buscando responder a questões prioritárias para a conservação das tartarugas marinhas.

Assim, foi necessária a criação de um sistema gerenciador de banco de dados – SGBD mais moderno e robusto, bem como o emprego de geotecnologias baseadas em internet. Em 2006, através de uma parceria com a Univali, para a execução do Desenvolvimento do Programa de Pesquisa sobre Biologia de Quelônios, foi desenvolvido e implantado a primeira versão do Sistema de Informações sobre Tartarugas Marinhas – SITAMAR. Esse programa foi apoiado pelo CENPES (Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo A. Miguez de Mello), da Petrobras.

A longevidade das tartarugas marinhas e o tempo (até 30 anos ou mais) para atingirem a maturidade sexual demandam a necessidade de monitoramento das populações a longo prazo.

O armazenamento de informações de tartarugas coletadas desde 1982, compondo uma “série histórica” de cerca de 40 anos, permite avaliar as tendências populacionais, o risco de extinção, quantificar e qualificar ameaças, estudos demográficos e muitos outros. A Fundação Projeto Tamar é um dos Programas de Pesquisa Ecológicas de Longa Duração (PELD) de tartarugas marinhas mais antigos do mundo, reconhecido internacionalmente por seus resultados na conservação das tartarugas marinhas no Brasil.

 

Tartaruga Tartaruga-verde ou Tartaruga-aruanã

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