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Telemetria por satélite em tartaruguinhas

Desvendar o comportamento migratório de tartarugas em estágio inicial de vida é o objetivo de uma das pesquisas em andamento no Tamar. Em parceria com a Universidade Atlântica da Flórida, sob a coordenação da pesquisadora Kate Mansfield, o estudo investiga os primeiros momentos de vida das tartarugas marinhas em águas oceânicas, período que os pesquisadores denominam “anos perdidos” - Lost Years. Apesar de décadas de estudo, pouco se sabe sobre o que acontece com a maioria das espécies de tartarugas marinhas durante esse tempo. Saber para onde os filhotes vão e poder identificar as áreas de berçário e uso de habitat é necessário e fundamental para conservação e manejo dessas espécies. 

Novas solturas (novembro/2013):

Outras sete tartaruguinhas com transmissores foram soltas do mesmo ponto, na Praia do Forte/BA, em novembro/2013. O objetivo é acompanhar o deslocamento delas para agregar mais dados ao que já foi obtido com outras solturas.

Fase de campo (julho/2013):

A pesquisa encerrou sua terceira fase com a interrupção dos últimos sinais emitidos pelos transmissores de satélite (julho/2013). A partir de agora, iniciam-se as análises de dados de localização registrados durante o deslocamento dos filhotes, desvendando resultados relevantes sobre o comportamento migratório de tartarugas em estágio inicial de vida. Durante o período de monitoramento dessa terceira fase, os indivíduos foram até o norte do Brasil, acompanhando a linha do talude continental, na mesma direção das correntes predominantes nos meses de outono. Fêmeas adultas da mesma espécie (Caretta caretta) monitoradas por satélite desde as praias de desova na Bahia, migraram até a costa do Ceará para se alimentar, fato muito interessante, dizem os pesquisadores, já que as tartaruguinhas também se deslocaram, ao menos inicialmente, na mesma direção. 

2ª fase da pesquisa: 

Dessa vez, cinco tartaruguinhas foram soltas ao mar da Praia do Forte/BA com transmissores (abril/2013). Confira um mapa atualizado pelo Seaturtle.org com dados enviados pelo satélite sobre o deslocamento de uma delas, na 2ª fase da pesquisa:

 

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1ª fase da pesquisa:

As primeiras três tartaruguinhas foram soltas ao mar em novembro de 2012 a 10 km da costa da Praia do Forte/BA. Juntamente, foram soltos 4 drifters. A duração da recepção de sinais foi de 4, 5 e 65 dias para cada tartaruga respectivamente. As posições das duas tartarugas monitoradas por poucos dias indicaram que seguiram rumo ao sul, na mesma direção das correntes marinhas predominantes no mês de novembro. Uma delas se deslocou paralelamente ao talude continental e a outra seguiu rumo a águas oceânicas, percorrendo uma distância de 90 km e 145 km respectivamente. A tartaruga monitorada por mais tempo se deslocou em direção sul até o Banco dos Abrolhos, permaneceu vários dias em águas oceânicas e seguiu rumo ao litoral norte da Bahia. Durante todo o período percorreu mais 1700 km. Inicialmente essa tartaruga seguiu na mesma direção das correntes marinhas,  já em águas oceânicas demonstrou autonomia, nadando ativamente em várias direções. Estes resultados preliminares serão analisados conjuntamente com os resultados das próximas duas solturas de tartarugas,  no final da temporada reprodutiva,  coincidindo com mudanças das correntes predominantes fora da plataforma continental.

Saiba mais:

Em busca dos anos perdidos

O que é um transmissor por satélite e como funciona?

Por que rastrear tartarugas marinhas? 

Rotas das tartarugas

Matéria do Jornal Hoje de 02/07/2013
Pesquisadores instalam chip e câmera em tartarugas para rastrear deslocamento

 

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