16/02/2013 - A região apresenta a maior densidade de desovas dessa espécie no Atlântico Sul, com praias que chegam a reunir até 50 ninhos por quilômetro. ↓
Depois da Bahia, o Rio Grande do Norte é o segundo sítio de desova mais importante da tartaruga de pente (Eretmochelys imbricata), em números absolutos do Brasil, e apresenta a maior densidade de desovas dessa espécie no Atlântico Sul, com praias que chegam a reunir até 50 ninhos por quilômetro.
O Tamar trabalha no litoral sul do Estado desde o ano 2000, embora a instalação oficial da base de Pipa só tenha acontecido em 2009. Atualmente, monitora 42km de praias, nos municípios de Natal/Parnamirim (Barreira do Inferno), Senador Georgino Avelino (Malembá), Tibau do Sul (Pipa e Sibaúma), Canguaretama (Barra do Cunhaú) e Baía Formosa. São trechos não-contínuos e apresentam estreita faixa de praia, com a presença de dunas intercaladas por falésias.
Em cada temporada reprodutiva, o Projeto registra no Estado cerca de 800 ninhos, gerando mais de 70 mil filhotes de tartaruga de pente (Eretmochelys imbricata), na sua maioria. Mas há também a ocorrência de desovas das outras espécies que ocorrem no Brasil: oliva (Lepidocelys olivacea), cabeçuda (Caretta caretta), verde (Chelonia mydas) e de couro (Dermochelys coriacea).
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