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TAMAR registra a ocorrência de 350 tartarugas marinhas em uma só noite

12/12/2016 - Ventos fortes, escuridão e maré cheia, combinação perfeita para a chegada das olivas às praias. Leia mais. ↓

TAMAR registra a ocorrência de 350 tartarugas marinhas em uma só noite

Estacas marcam os ninhos feitos em uma só noite

O mês de dezembro começou com o registro de 350 tartarugas oliva (Lepidochelys olivacea) na noite de 3/12, entre a Bahia e Sergipe, área de reprodução prioritária para esta espécie de tartaruga marinha no país. O número é recorde e foi registrado pelo Projeto TAMAR em 205 km monitorados entre Sítio do Conde-BA e Ponta dos Mangues-SE. A quantidade recorde de fêmeas da mesma espécie em uma mesma noite pareceu um comportamento das olivas chamado de 'arribada', que até então ainda não foi registrado no Brasil.

'Arribada' é como os pesquisadores denominam a agregação em massa de tartarugas oliva que chegam à praia para desovar centenas ao mesmo tempo. Isso ocorre na Costa Rica, no México e na Índia, que recebem os maiores grupos de tartarugas subindo para desovar de uma só vez. Porém, até então, não há registros de 'arribada' no Brasil. “Sem lua, com ventos fortes e maré cheia, o cenário estava propício para as dançarinas. Vieram 350 nesta mesma noite de esforço de trabalho maior por causa do vento, que levantava areia para todos os lados, por isso foi muito difícil fazer fotos”, conta a bióloga Jaqueline Comin de Castilhos, coordenadora técnica do TAMAR em Sergipe.

Estudos indicam que a população de tartaruga-oliva que desova no Brasil apresenta a menor diversidade genética registrada até o momento. Ou seja, as olivas que desovam desde o sul de Alagoas até o norte da Bahia podem compor uma única população. Não se sabe o tamanho dela, pois faltam informações, principalmente relacionadas ao aumento da mortalidade de animais adultos em reprodução, ameaçados principalmente pela pesca de arrasto do camarão em frente à área de desova.

Olivas e camarões – A pesca do camarão é a principal ameaça para as olivas, espécie mais abundante em Sergipe. De agosto de 2009 a julho de 2014, foram registradas mais de 2.000 tartarugas oliva encalhadas mortas nas praias da Bahia, de Sergipe e do Sul de Alagoas (Pontal do Peba/AL). Desde 1990, o TAMAR promove a gestão participativa com pescadores e instituições relacionadas à pesca, para aprimorar medidas e compartilhar ações em defesa das tartarugas marinhas. São priorizadas ações que visam a redução de capturas incidentais desses animais, como campanhas educativas em terra e mar, monitoramento de pescarias e participação em fóruns de discussão nos diversos segmentos da pesca no país.

O TAMAR começou nos anos 80 a proteger as tartarugas marinhas no Brasil. Com o patrocínio da Petrobras, por meio do programa Petrobras Socioambiental, hoje o projeto é uma soma de esforços entre a Fundação Pró-TAMAR e o Centro Tamar/ICMBio. Trabalha na pesquisa, proteção e manejo das cinco espécies de tartarugas marinhas que ocorrem no Brasil, todas ameaçadas de extinção: tartaruga-cabeçuda (Caretta caretta), tartaruga-de-pente (Eretmochelys imbricata), tartaruga-verde (Chelonia mydas), tartaruga-oliva (Lepidochelys olivacea) e tartaruga-de-couro (Dermochelys coriacea). Protege cerca de 1.100 quilômetros de praias e está presente em 25 localidades, em áreas de alimentação, desova, crescimento e descanso das tartarugas marinhas, no litoral e ilhas oceânicas dos estados da Bahia, Sergipe, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Ceará, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e Santa Catarina. 

Tartaruga de couro ou gigante

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