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Temporada de reprodução das tartarugas marinhas 2016-2017

29/04/2017 - Análise preliminar dos dados do continente. Leia mais. ↓

Temporada de reprodução das tartarugas marinhas 2016-2017

Tartaruga-oliva

Entre setembro/2016 e março/2017, o Projeto TAMAR monitorou áreas prioritárias de reprodução das tartarugas marinhas em 5 estados brasileiros e agora começa a analisar os dados. Os resultados divulgados até o momento se referem à temporada no continente, nas áreas de reprodução. As ilhas oceânicas ainda estão fora, pois a temporada de desova termina em junho. Os dados apontam para mais de 26 mil ninhos protegidos, gerando mais de 2 milhões de filhotes que chegaram ao mar em segurança. Destaque para o aumento, em relação à temporada anterior, de 31% do número de desovas de tartaruga-oliva, a espécie que mais se reproduz no litoral de Sergipe.

O balanço dessa temporada anunciado pelo coordenador nacional do TAMAR, oceanógrafo Guy Marcovaldi, é resultado do trabalho realizado através de 17 bases de pesquisa, em áreas prioritárias de desova monitoradas no litoral do Rio de Janeiro, do Espírito Santo, da Bahia, de Sergipe e do Rio Grande do Norte. Na 36ª temporada de reprodução das tartarugas marinhas, o TAMAR protegeu 11.309 ninhos de tartaruga-oliva (Lepidochelys olivacea), 10.490 ninhos de tartaruga-cabeçuda (Caretta caretta), 2.904 ninhos de tartaruga-de-pente (Eretmochelys imbricata) e 40 ninhos de tartaruga-de-couro (Dermochelys coriacea). A tartaruga-verde (Chelonia mydas) é a única que desova nas ilhas oceânicas, mas tem registro de desova regular no norte da Bahia. Os 94 ninhos desta espécie protegidos no continente ainda serão somados aos números da temporada nas ilhas. 

Destaques - Houve uma redução de 15% nas desovas de tartaruga-cabeçuda em relação à temporada anterior e aumento de 31% nas desovas de tartaruga-oliva. “Os números mostram uma oscilação que normalmente acontece a cada dois ou três anos de diminuição ou aumento do número de fêmeas desovando, seja por razões naturais ou causadas pelo ser humano”, diz Marcovaldi. Os resultados ainda são positivos. “Esta temporada ultrapassou os 25 milhões de filhotes protegidos, e aguardamos no final do ano o “Filhote 35 milhões”, que já deve estar sendo gerado”, conta o coordenador nacional do TAMAR.

Ameaças – Em Alagoas, Sergipe e no norte da Bahia, onde estão as principais praias de reprodução da tartaruga-oliva no país, o arrasto do camarão é a pescaria que mais interage com indivíduos adultos desta espécie, pois ambos utilizam a mesma área. Aproximadamente 550 tartarugas oliva adultas e subadultas encalham mortas anualmente nas praias compreendidas entre o Pontal do Peba/AL e Sítio do Conde/BA. Em cinco anos, entre as temporadas 2009/2010 a 2013/2014, foram registradas 1.998 tartarugas oliva mortas, e no ano de 2017, após o defeso do camarão em janeiro, em uma semana 105 olivas foram encontradas mortas, o maior número já registrado. A IN 14/2004 proíbe a pesca de arrastos em distâncias inferiores a 2 milhas náuticas (3.704 metros) no estado de Sergipe e 3 milhas náuticas (5.550 metros) no litoral Norte da Bahia, definidas como áreas de exclusão.

Redes de pesca, anzóis, degradação de áreas de desova, fotopoluição e a poluição dos oceanos, além das mudanças climáticas, são os principais inimigos das tartarugas marinhas e podem interromper a chance de recuperação dessas espécies.

O Projeto TAMAR começou nos anos 80 a proteger as tartarugas marinhas no Brasil. Com o patrocínio da Petrobras, por meio do programa Petrobras Socioambiental, hoje o projeto é a soma de esforços entre a Fundação Pró-TAMAR e o Centro Tamar/ICMBio. Trabalha na pesquisa, proteção e manejo das cinco espécies de tartarugas marinhas que ocorrem no Brasil, todas ameaçadas de extinção: tartaruga-cabeçuda (Caretta caretta), tartaruga-de-pente (Eretmochelys imbricata), tartaruga-verde (Chelonia mydas), tartaruga-oliva (Lepidochelys olivacea) e tartaruga-de-couro (Dermochelys coriacea). Protege cerca de 1.100 quilômetros de praias e está presente em 25 localidades, em áreas de alimentação, desova, crescimento e descanso das tartarugas marinhas, no litoral e ilhas oceânicas dos estados da Bahia, Sergipe, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Ceará, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e Santa Catarina.

Tartaruga de couro ou gigante

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